sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Mau-humor ou Distimia?




Algumas pessoas mantem a característica de emburrados constantes, mal-humorados e irritados. Isso pode significar um quadro crônico de depressão leve chamado “Distimia”.

As causas podem ser diversas e/ou associadas:
• Fatores bioquímicos: alguma alteração física no cérebro.
• Herança genética
• Fatores ambientais: tal como acontece com a depressão são situações da vida que são difíceis de lidar, como a perda de um ente querido, problemas financeiros ou um alto nível de estresse ou ansiedade

Para tal diagnóstico é preciso constatar um quadro contínuo por um período de cerca de 2 anos, de um tipo de irritabilidade, mas não explosivo, desânimo, mas não melancolia, ausência, mas não de isolamento, falta de concentração e dificuldade em tomar decisões, além de tédio permanente para qualquer atividade.

É claro que não se trata de um funcionamento saudável da psique, apesar de muitas vezes ser atribuída à personalidade e característica pessoal pela família. É possível realizar um trabalho de ressignificação e reconhecimento das causas e sintomas, podendo encontrar um relacionamento saudável consigo próprio e com as outras pessoas, possibilitando ao paciente desenvolver projetos de vida para conquistar atividades prazerosas e construtivas que vão permitir a sensação de crescimento e ganhos, bem como a percepção de melhora na qualidade de vida.

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Eliezer Andrade é psicanalista clínico e atende Online e presencial em Natal/RN
84 98802-0644 - pessoal
84 98163-4595 - consultório

www.andradepsicanalista.com.br psicanaliseandrade@gmail.com

sábado, 12 de agosto de 2017

Estranho familiar 



O que nos incomoda no outro pode nos ser familiar, um sintoma particular identificado no outro. Esquisitices que não nos incomodam, não são familiares a nós, portanto não nos demandam energia emocional e psíquica para administrarmos e, portanto, lidamos com tranquilidade.

Quanto mais algo no outro incomoda, se investigarmos veremos algo da própria pessoa ou de vivencias internas e/ou pessoais, e que de fato não é tão estranho assim. Esse é um paradoxo psíquico. Se uma pessoa especificamente o incomoda muito, suas atitudes e postura frente a vida lhe causam desconforto de forma fora do normal, é bom pensar um acompanhamento terapêutico para identificar as causas e raízes dessas emoções, afim de permitir uma vida mais fluida sem barreiras e dificuldades nos relacionamentos e sem mudanças de humor desnecessárias que acabam causando outros sintomas.

Já se deparou pensando? - "não vou com a cara dessa pessoa!", ou pensando discretamente, "prefiro evitar essa pessoa, desviar um possível encontro!"

(É claro que há pessoas que de fato estão descompensadas em suas emoções e psique e são incomodativas, pois demandam uma energia que podem nos levar ao estresse - mas estas são exceções, claramente identificáveis)

O efeito espelho, isto é, quando nos vemos, ou nossos sintomas no outro, isso incomoda, constrange, e imediatamente a reação pode ser, repulsa, distanciamento, agressividade involuntária, desejo de separação, etc., é possível ver nossos sintomas espelhados nos filhos, pessoas da família, do convívio próximo, do trabalho, etc., no geral esses traços são marcados com muitas limitações e queda na qualidade de vida e adaptação.

Um bom trabalho em análise, favorece rever esses sintomas "recolhidos", os quais podem ser tratados e dissolvidos a seu tempo, situações que desejamos evitar, mas se causam limitações no cotidiano e inibem a liberdade de relacionar e expandir a consciência.

Eliezer Andrade é psicanalista clínico e atende Online e presencial em Natal/RN
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sábado, 5 de agosto de 2017

O luto do amor.

Os momentos ruins sempre passam. O luto é o preço do amor, quanto mais se ama, maior é a dor da perda, mas também mais fácil curar a dor pelo fato de tê-lo vivido com intensidade. Por isso bom é aproveitar o tempo e não economizar no amor sincero e demonstração do afeto. A maior dor relatada é a sensação de não ter expressado o amor plenamente, o que causa remorso em não ter vivido o amor por completo.

A “Expressão Plena” do amor é uma utopia (leia-se utopia algo bom que norteia o desejo) e por isso não podemos nos cobrar do tempo que passou que tivéssemos amado completamente, mas plenamente, isto é, apenas o possível, o que tínhamos para o momento, é o que nos basta, pois, o amor de fato é sempre presente- no passado há memórias de “amor e lacunas” que fazem parte da experiencia de amar sendo humanos. Para um luto suficiente da perda do objeto do amor, é possível colocar outro “objeto” no lugar. Portanto um novo amor, mesmo sendo o mesmo amor, mas em lugar novo e forma.

Isto é válido também para o amor que nutrimos por nós mesmos, e os sonhos que alimentamos, nunca totalmente satisfeitos pela própria natureza da existência. Nunca somos suficientes em nós mesmos, porque interagimos com outras pessoas às quais nos permitimos adentrar nossas escolhas, desejos e tempo, acabamos cedendo a elas parte do que somos - isso também faz parte da natureza do amor e da sobrevivência.


A dor nos põe frente a frente com nossa essência enquanto ser, nos enxergamos verdadeiramente sem filtros. Nesse momento de fragilidade é uma grande oportunidade de conhecimento, de descoberta, compreender o poder que temos quando somos vulneráveis. Podemos escolher assim sermos melhores, e usufruirmos do privilégio de sermos tocados pelo outro que deseja e reconhece nossa humanidade.

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