sexta-feira, 12 de maio de 2017

Atendimento a Casais


Não existe hora certa para começar uma terapia de casal
O fundamental é reconhecer a insatisfação e evitar que as crises fiquem maiores ou se tornem crônicas. Se os problemas se arrastam há muito tempo, a taxa de sucesso diminui. Muitos casais adiam por causa da resistência dos homens – vários têm preconceito e não admitem em consultar terceiros.
A proposta é ajudar o casal a encontrar uma forma harmônica de se relacionar, restaurar os canais de comunicação e desbloquear as barreiras emocionais que foram impondo ao tentarem resolver suas diferenças, a possibilidade de um salto qualitativo no relacionamento. Mesmo que durante os ajustes, a dor e o desconforto sejam inevitáveis, é possível que o processo de restauração do relacionamento se mostre menos traumático, pois ambos terão espaço para se expressarem e refletir com novos elementos e ferramentas a serem descobertos junto com o terapeuta.
Quais as questões mais comuns no consultório?
Uns sofrem de tédio, outros estão cansados de tanta briga. Diferenças e desavenças entre casais é quase inevitável, e não precisam ser de todo ruins. A forma de discutir é que importa. Se há desrespeito, os envolvidos mal se ouvem e só querem atacar o outro, aí, sim, a briga é destrutiva e não leva a nada. As questões da comunicação e da sexualidade podem entrar em pauta e as fases de mudança – como a chegada dos filhos, mudança de emprego, amizades paralelas – testam os casais.
As reclamações que levam ao consultório são generalizadas, variando de ausência no cuidado em casa, no trato com os filhos, infidelidade conjugal, falta de confiança, questões sexuais, diferenças de opiniões, etc. 
Numa situação dessas, não cabe ao terapeuta impor uma “atitude certa” aos pacientes, e sim criar condições para que eles definam os próprios desejos e refaçam contratos.

Com sessões semanais, o prazo da terapia varia muito, a depender da disponibilidade de cada um e do desejo em avançar.

Eliezer Andrade é psicanalista clínico e atende Online e presencial em Natal/RN
+55 84 98802-0644 - pessoal
+55 84 98163-4595 - consultório

www.andradepsicanalista.com.br   
psicanaliseandrade@gmail.com

domingo, 7 de maio de 2017

Psicanalista ou Psiquiatra?

Para muitos casos, como psicoses, casos graves de melancolia, depressão profunda, bipolaridade em grau avançado, etc., a medicalização é indicada e paliativa, evitando surtos, suicídio, passagens ao ato, etc., proporcionando estabilização do humor dando condições mínimas de segurança e possibilidade de prosseguir em análise. Mas é bom ter em mente que remédio não cura pensamento ou emoções, e ainda pode causar dependência, prolongando o sofrimento por anos a fio. Ambos devem conversar e estabelecer parceria para o bem do paciente.

Se o sofrimento ou a crise, foram disparados por um caso de decepção amorosa, desemprego, perda importante, o remédio não fará o mal retroceder, o emprego voltar, a perda anular-se ou as emoções melhorarem.
Nestes casos, a terapia é importante, paralelamente ao tratamento medicamentoso, pois ao falar de sua dor, seu sofrimento, sua perda, será possível elaborar sua construção subjetiva de modo a encontrar novos caminhos e saídas para retomar uma vida saudável e o convívio normal das emoções e pensamentos.

A grosso modo, subentende-se que o psiquiatra é especialista em medicalização, e o psicanalista, por assim dizer, objetiva as consequências da dor e do desamparo da experiencia devastadora dos traumas sentidos, abordando junto com o paciente, os sintomas e o mal-estar que provocam.
Mediante o avanço e devido progresso em análise, é comum o paciente ir aos poucos deixando o uso da medicação sem qualquer prejuízo, e sua vida segue com equilíbrio e liberdade.

Alguns casos patogênicos ou de causas genéticas, precisarão monitoração constante e cuidados especiais, mas isso deve ser visto e analisado em conjunto, pois mesmo nesses casos a dosagem pode ser diminuída e diferenciada pela qualidade do tratamento.

Eliezer Andrade é psicanalista clínico e atende Online e presencial em Natal/RN
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