sexta-feira, 7 de abril de 2017




Alienação/desalienação. 

Pela outra vertente da palavra “Alienação” que etimologicamente, tem origem no latim alienare (alienus) e significa: que pertence a outrem (a um outro). Por esta concepção, uma pessoa alienada é alguém que vive à margem de sua própria realidade sobrevivendo e se permitindo viver sob a tutela da realidade de outra pessoa. Quando nascemos, dependentes pela necessidade de sobrevivência somos logo alienados à “mãe” (Outro) a ponto de fusão das percepções e personalidade. A criança se percebe como extensão do corpo da mãe.


Aos poucos, se o ambiente produz espaço propício para que surja o gesto espontâneos criativo, e margem de segurança e autoconfiança suficiente para alçar-se ao novo e desconhecido mundo pela frente, o indivíduo vai aos poucos se separando, ou, desalienando-se do outro, em grande medida, do Outro maiúsculo, “Grande Outro”, que significa tudo o que lhe é externo ou alheio. A dependência ao Outro, gera uma série de sintomas, inibições e sofrimentos que se arrastam sem nome e sem localização pontual na vida impedindo sua completa realização e senso de pessoalidade. A individuação é um processo pelo qual é preciso ser resgatado por meio de análise e pela dinâmica de uma nova vida, onde o sujeito se torna desvinculado de vícios inconscientes e repetições que o constrangem a um pequeno círculo rotativo de estórias criadas pela sua própria fantasia de ser.

Eliezer Andrade é psicanalista clínico e atende Online e presencial em Natal/RN
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